Interação











{15 de julho de 2012}   Clube dos Novos Autores – Renata Müller

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Entrevista da autora para o site da Editora Modo

BIOGRAFIA
Renata Müller Cardozo é bacharel em Psicologia pela Universidade Regional de Blumenau. Paranaense, atualmente reside com seu marido em Florianópolis, Santa Catarina, onde é servidora pública.

Como iniciou a sua carreira com a Literatura?
Eu sempre fui apaixonada por histórias. Desde pequena eu ficava imaginando histórias na minha cabeça. Na minha adolescência, virei uma devoradora compulsiva de livros. E lá pelos meus treze anos foi que comecei a escrever historinhas em cadernos, nada muito bom, ou com muito futuro, mas foi quando eu percebi que eu poderia colocar as coisas que eu imaginava no papel. Foi um bom tempo antes de eu começar realmente a partilhar o que eu escrevia. Foi só quando eu descobri os fanfictions que eu senti essa vontade de mostrar para as outras pessoas o meu trabalho. Como eu sou muito tímida, acho que o anonimato de publicar online me atraiu. Isso acabou servindo para aumentar a minha confiança e criar a vontade de mostrar, também, os meus originais para o mundo. Sou muito grata à Modo Editora por me dar essa oportunidade de ver o meu trabalho publicado. Sei o quanto é difícil conseguir publicar pela primeira vez e acho maravilhoso que a Modo esteja arriscando com “autores de primeira viagem” como nós.
Existiu a influência de alguma personalidade artística em sua escrita, ou se fez por si?
Acho que a pessoa que diz que não teve influência nenhuma está enganada. Por mais sutil que seja, o mundo sempre nos influencia de uma forma ou outra. Pode ser pelas histórias que a avozinha contava em tardes de chuva, por um livro cuja história te tocou, ou por uma notícia no jornal.
No meu caso, eu gosto de ser influenciada por bons autores. Gosto de ler todos os tipos de livros e procuro tentar aprender com os autores. Mas se eu tivesse que atribuir maior importância a alguma experiência leitura, eu teria que dizer que os autores que me mais me influenciaram foram Alexandre Dumas, pai, e Neil Gaiman.
Existiu algum fato envolto na área literária que marcou sua carreira? Conte sua experiência.
Eu publicava fanfictions pela internet, mas eu não fazia ideia de que tantas pessoas conheciam o que eu havia escrito. Aconteceu de um dia eu estar na praça de alimentação em um shopping em Blumenau e um grupo de leitores me reconhecer. Perceber o carinho das pessoas e a admiração pelo meu trabalho foi o que mais me incentivou a investir nos meus originais e perseguir o sonho de ser escritora.
Qual o tema que você gostaria de escrever e ainda não ousou?
Eu gosto muito de transitar por vários gêneros diferentes quando escrevo. Acho que o que eu não experimentei ainda e que gostaria de ousar, seria escrever terror. Acho que precisaria de coragem dupla para fazer isso. Coragem para escrever e coragem para ler depois.
Quem são seus grandes ídolos escritores?
Neil Gaiman, Mary Stewart, Stephen King, Sophie Kinsella e Marian Keyes.
Como é seu relacionamento com suas personagens?
Para mim, os personagens são a parte mais importante da história. Um personagem precisa ser bem construído para que uma trama dê certo. Eu gasto muito tempo imaginando os personagens, as suas motivações e seus passados. Eu gosto de personagens que “sintam” como se fossem reais. Meus amigos acham engraçado que, quando eu converso sobre um personagem, eu falo dele como se fosse uma pessoa de verdade.
Como é seu relacionamento como autor, com o mundo longe da escrivaninha?
Eu trabalho, pratico artes marciais e adoro passear em livrarias. Tenho um sério problema com livrarias, porque eu não tenho mais espaço em casa para guardar todos os livros que eu compro. Já prometi a mim mesma que só iria comprar livros digitais por causa disso, mas quando eu vejo, lá estou eu com uma sacola.
Qual a linha literária que hoje escreve e como se relaciona com essa linha?
Sempre escrevi comédias românticas. O que acaba sendo curioso, porque eu não sou uma pessoa engraçada. Meu último trabalho, eu procurei mesclar a comédia e o romance ao drama. Eu tinha uma história que por si só seria dramática, mas eu quis trazer um pouco de humor, que é onde eu me sinto em casa.
De onde, em sua opinião, vem o maior apoio e incentivo aos autores nacionais?
Acho que o maior apoio e incentivo dos autores nacionais, ultimamente, têm sido os exemplos de autores que chegaram lá. Nós acabamos precisando ter uma grande dose de auto-motivação, mesmo porque os concursos são poucos para abarcar todo esse pessoal escritor e as editoras geralmente não querem autores desconhecidos. Editoras que aceitem esse risco são poucas, mas felizmente elas existem.
Como é seu relacionamento com seu público leitor?
Eu gosto de escutar comentários. Gosto de saber o que é que agrada ao meu leitor. Gosto muito, também, de conversar sobre os meus personagens. Alguns leitores acabam percebendo detalhes sobre o personagem que eu não havia reparado quando estava escrevendo a história. É legal perceber o envolvimento do leitor com aquilo que você levou tanto tempo trabalhando. É uma sensação de realização muito grande.
Sob seu ponto de vista, o que atrai mais o leitor para a leitura de um livro?
Acredito que seja a recomendação. Comprar um livro às vezes é fazer um investimento, não apenas de dinheiro, mas também de tempo, e você precisa saber que o seu retorno vai ser o esperado. Confio muito mais na opinião de uma amiga sobre um livro do que na opinião da crítica. Acredito que com as outras pessoas aconteça algo parecido.
De onde vem sua inspiração? Tem algum costume ou ritual antes iniciar a escrita de um novo livro?
Minha inspiração vem do travesseiro (risos). Eu sempre tenho as melhores ideias quando eu deito a cabeça para dormir. Acabo tendo que levantar para anotar. O maior risco com as ideias é esquecê-las, então eu faço questão de manter cadernos de anotação.
Meu ritual antes de começar qualquer trabalho é escrever duas ou três páginas à mão. Para mim não existe nada pior do que começar com uma página vazia, então quando eu ligo o computador, eu já tenho onde começar.
Qual livro mais gostou de ler? Como foi a experiência?
O livro que eu mais gostei de ler foi “Deuses Americanos”, do Neil Gaiman. Além de ser uma história fabulosa, eu considero que esse foi o livro que me ensinou a fazer comédia. Não que ele seja engraçado, não é, mas teve uma cena em particular, que eu achei hilária, em que ele brinca com “Os Corvos” de Edgar Allan Poe. O inesperado da piada foi o que me fez aprender que o engraçado não precisa ser o ridículo.
De qual modo, sob seu ponto de vista, poderia se dar a ascensão literária no Brasil?
Divulgação é muito importante. O leitor precisa saber da existência da obra, antes de poder se relacionar com ela. Se ele quer, se ele não quer ler o livro, só vai descobrir depois que souber que o livro existe. Só então é que a qualidade da leitura conta e que vai poder haver as indicações de leitura entre amigos etc.
Como é visto por você, a linha do tempo literária brasileira? O que mudou?
Eu acho muito complicado falar em uma linha do tempo. O Brasil tem e teve grandes autores, mas a maioria é pouco falada. Penso que agora isso deve mudar, porque o brasileiro tem lido mais. A leitura aumenta, o nível de exigência do leitor aumenta e a responsabilidade do autor, também.
Qual o melhor meio de divulgação da obra?
Sempre trabalhei muito com internet e acho que é muito fácil você alcançar grandes distâncias através dela. Os leitores comentam bastante com os amigos sobre livros que gostam. Na internet acontece desses “amigos” serem o resto do mundo.
Como é visto o mercado literário sob sua ótica?
Acho que ele está em constante modificação para se adequar aos tempos. Os leitores estão mudando o todo o tempo e o mercado precisa se adaptar a isso. Às vezes acontece de surgirem vários livros sobre uma nova “onda”, mas isso não significa que são livros ruins, ou que os autores estão se aproveitando de uma tendência. Significa apenas que os leitores estão querendo ler um determinado tipo de história e o leitor sempre sabe o que quer.
Qual é a sua opinião sobre o elevado nível de reprovação de originais?
Entendo que todo autor novo representa um risco para uma editora e que uma grande parte dos manuscritos não está preparado para ser publicado. Não é todo mundo que vai ter uma obra publicável logo de cara. Às vezes é necessário muito trabalho e experiência para se ter algo digno de ser lido. O próprio Stephen King colecionou cartas de rejeição antes de conseguir a primeira publicação. Isso apenas mostra que, antes de sermos grandes autores, nós precisamos ser muito perseverantes.
Fale um pouco do seu último livro.
“Antes de você chegar” conta a história de uma garota chamada Ana Maria. Ela levava uma vida aparentemente normal até perceber que um homem a seguia. É a presença do elemento estranho que a faz relembrar o passado e começar a tentar definir o que ela quer do futuro. É basicamente uma história sobre crescer e que nem sempre a vida dá as melhores condições para isso.
Deixe um recado para seu público leitor.
Gostaria de agradecer pelo carinho, deixar o convite para vocês acompanharem meu blog (HTTP://cantinhodahana.blogspot.com ), onde vocês podem conferir o que eu ando fazendo e entrar em contato comigo. Muito obrigada.

http://modoeditora.com.br/renata-muller

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O Clube dos Novos Autores cada dia nos apresenta autores maravilhosos!
Parabéns a Renata pelo seu talento!!!



Certamente, Mia. O clube é 10. Obrigada pela visitinha. Beijos!



Renata says:

Obrigada pelo post, Francilangela! Ficou uma gracinha! =^x^=



De nada, Renata. Boa sorte com o livro.



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